Prevenção ao câncer do colo de útero

A infecção persistente pelo Papilomavírus Humano (HPV) é responsável por.

  • Mais de 95% dos casos de câncer do colo do útero
  • Lesões intrapiteliais cervicais de alto grau
  • Grande parte das neoplasias anoggenitais

Entre os tipos virais, os HPV 16 e 18 são responsáveis pela maioria dos tumores cervicais.

Por isso, vacinação é considerada a principal estratégia de prevenção primaria da doença.

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) recomenda:

1 dose – Para todas as meninas e meninos de 9 a 14 anos

2 doses – Vítimas de abuso sexual, com idades entre 9 e 14 anos

3 doses – Imunossuprimidos, usuários de PrEP ou vítimas de abuso sexual, com idade entre 15 e 45 anos.

As vacinas contra HPV protegem principalmente contra os tipos:

  • HPV 16 e 18 – responsáveis pela maioria dos cânceres cervicais
  • HPV 31, 33, 45, 52 e 58 – também associados a tumores ginecológicos
  • HPV 6 e 11 – relacionados e verrugas anogenitais

Essa Proteção reduz significativamente e o risco de:

  • Lesões precursoras
  • Necessidade de procedimentos cervicais
  • Câncer invasivo no futuro.

Mesmo em mulheres vacinadas, o rastreamento cervical continua essencial

O exame citopatol[ogico ou teste de HPV devem seguir as diretrizes de rastreamento:

  • Início aos 25 anos
  • Periodicidade conforme resultados prévios
  • Seguimento dos protocolos nacionais

A vacinação atua na prevenção primária, enquanto o rastreamento permite diagnóstico precoce das lesões.

Durante o atendimento clínico, é papel do ginecologista:

  • Revisar o histórico vacinal da paciente
  • Orientar sobre a importância da vacinação em adolescentes
  • Esclarecer dúvidas sobre segurança e eficácia
  • Reforçar a necessidade do rastreamento regular.

A combinação entre vacinação e rastreamento é o caminho mais eficaz para reduzir a incidência do câncer do colo do útero.

Vacinação, orientação e rastreamento adequado são medidas fundamentais para reduzir o impacto do câncer do colo do útero.

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